Dinâmicas digitais

Uma análise de pistas da Escola de Ativismo para processos de aprendizagem “em linha”


Por Milena Carneiro


A Escola de Ativismo é um coletivo de pessoas que se constituiu em 2012 buscando o fortalecimento de grupos ativistas, através de processos de aprendizagem em estratégias e técnicas de ações não-violentas e criativas, campanhas, comunicação, mobilização e segurança de informação. Formado por um grupo multidisciplinar de pessoas também ativistas, as ações desenvolvidas pela Escola são direcionadas para a defesa da democracia, dos direitos humanos e da sustentabilidade.


As demandas recebidas pela Escola nos últimos tempos têm mudado de acordo com as mudanças tecnológicas, sobretudo nos últimos meses com a pandemia da COVID-19 que alterou significativamente a forma de relacionamento online. Nesse sentido, a Escola desenvolveu um material com o que chamaram de “pistas” para os processos de aprendizado “em linha”. Segundo a própria Escola, “Pistas, pois não se trata de um guia ou de uma receita, uma vez que cada encontro e cada grupo é único. Aqui você encontra possibilidades no formato de pílulas que podem incrementar a virtualidade e fazer com que esse cibertempo seja melhor aproveitado por todas e todos nós”.


O material (disponível AQUI), auxilia o entendimento das ferramentas digitais e metodologias de aprendizado online que podem facilitar na organização de eventos e reuniões. A Escola inicia o documento apresentando algumas perguntas norteadoras para antes do encontro. As reflexões propostas são apresentadas no intuito de compreender a realidade das pessoas envolvidas, baseadas em um processo de escuta ativa. Além disso, passa por um processo de compreensão de possíveis limitações do espaço físico de cada participante, segundo a Escola, é preciso “entender o local em que as pessoas estão [como] uma forma de antecipar as limitações de algumas atividades e também estabelecer uma relação pessoa com o espaço”.


Para além do espaço físico, é preciso compreender também o espaço virtual utilizado, pensar em quantas pessoas estarão presentes, qual plataforma e como utilizá-la. Antecipar esse tipo de informação é estar preparada/o para deixar as reuniões/encontros fluírem. Nesse sentido, a Escola apresenta, nesse material, “pistas” de como tornar a parte técnica algo mais prático e seguro de ser utilizado.


Outros tipos de informações são necessários para durante o encontro e a Escola também traz dicas de como lidar com a dinâmica de trabalhos “em linha”/online, algo que ainda não é familiar para muitos grupos e organizações. Pensar em como apresentar as informações durante o evento, como o roteiro está organizado, como serão introduzidas as falas, como será feito o registro... São detalhes de ações que já são habituais em outras modalidades de reuniões e que podem levar algum tempo para que a adaptação total nos espaços virtuais. Buscando auxiliar nessa adaptação, o relatório apresenta um robusto número de dicas de ações já testadas em outros espaços e que podem ser replicados em outros grupos e organizações.


Mas não é só isso, o pós encontro é algo que também é levado em consideração de uma forma específica para reuniões “em linha”. Segundo a Escola, “ter um espaço para sanar possíveis dúvidas, enviar perguntas, e compartilhar materiais – desafios, jogos e vídeos sempre são bem vindos como atividades além de guias, textos e cartilhas que possam subsidiar o grupo quando os encontros findarem”.


Esses são apenas alguns pontos levantados pela Escola de Ativismo que pode auxiliar a sua organização ou o seu grupo nas novas formas de encontros online, para saber mais, acesse (link).


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